O uso dos Maninhos, terrenos que estavam desaproveitados e que a comunidade podia usar, foram sempre motivo de desavenças com os Senhores das Terras ou entre os moradores.
Como hoje ainda é, em muitos lugares do país, o uso dos Baldios.
O Rei diz como devem ser resolvidos os conflitos.

Quanto ao Gado de Vento, ou seja o gado sem dono, o Rei estipula que ele pertence ao Senhorio. Quem apanhar gado sem tono tinha que o comunicar no prazo de oito dias, se não era considerado ladrão desse gado.

Sobre a posse da terra o Foral de Sever, como os restantes, não refere de quem eram as terras. Mas podemos perceber que uma boa parte do território pertencia ao Rei, visto serem referidos os Reguengueiros, aqueles que traziam terras do Rei. Ainda hoje existem muitos locais do concelho que conservam o nome de Reguengo.
Desde 1384 que as terras de Sever estavam entregues aos Rodrigues de Sá, entretanto também de Meneses. Em 1514, era Senhor da terra de Sever, João Rodrigues de Sá de Meneses. O Senhor da terra detinha todos os direitos sobre a mesma, excepto aqueles que o Rei reservava para si, quer pela carta de doação, quer pelas leis e outros documentos.

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