No Preâmbulo do Foral, igual ao de outros forais, é descrito todo o processo de elaboração de um foral:

E querendo tudo remediar como com toda clareza e verdade se faça, Mandámos trazer todos os forais das cidades vilas e lugares de nossos reinos e as outras escrituras e tombos per que nossas rendas se arrecadam, a entregar em nossa corte, aos oficiais que para isso ordenámos a mandarmos vir, com os ditos forais e escrituras, inquirições e autos, que em todos os sobreditos lugares mandámos, publicamente, tirar, do modo e maneira em que se os ditos nossos direitos e rendas tiravam e de como as deviam, dantes, arrecadar.
Juntados para isso os concelhos, e assim as pessoas que os tais direitos pagavam, onde os tinham para todos verem as ditas justificações e exame e para cada um, por sua parte, alegar o que quisesse.
E mandámos buscar nossos tombos e recadações antigas e em outras partes onde nos pareceu que alguma coisa se poderia sobre este caso achar, que para declaração dos ditos forais pudesse aproveitar.
E assim mandámos ver, por direito algumas dúvidas que nos pareceram necessárias se verem.

Vídeo explicativo do processo de elaboração dos Forais
ANTT, “O Foral Novo: registos que contam histórias”

O Foral foi dado à vila de Sever ou a um território mais alargado?
O documento não refere, mas cremos que tenha sido a um território mais vasto, mas não coincidente com o concelho actual. Couto de Esteves era sede de um concelho autónoma e a freguesia de Talhadas pertencia a outro concelho, Préstimo.
No Cadastro da População do Reino, de 1527, é referido que a cabeça de concelho era Nogueira, na actual freguesia de Pessegueiro do Vouga e não Sever, apesar desta ter mais moradores.

<<< 2.2. Reforma por D. Manuel 1º

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